1. Lego On Line.
2. Casa de bonecas DIY.
3. Carta na mercearia.
4. HONY.
5. A Cláudia e as suas fotografias belíssimas.
6. Le piane vivant.
7. "Any fool can criticize, condemn and complain - and most do." - Dale Carnegiehh
8. IRS: o que pode incluir para pagar menos.
9. Hell Yeah or No.
10. O teu riso dobrado.
Dos medos
Desde novembro que travo batalhas semanais com os medos. Estou inscrita num grupo de expressão dramática e isso é meio caminho andado para viver em pânico. Já escrevi outras vezes sobre o medo mas estas novas palavras e melodias chegaram e é impossível não partilhar.
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| Créditos |
Quando me perguntaram porque é que fui para o curso, respondi que ultimamente tinha reparado que as coisas mais bonitas acontecem fora da zona de conforto. No desconforto somos mais atentos, reparamos mais nos detalhes, será por isso que as coisas parecem mais bonitas?
Na segunda, vi a entrevista no Alta Definição do Hernâni de Carvalho (eu fã
confessa do 'Nani) achei simples e tão verdadeira esta definição de medo:
"Ter medo é reconhecer que há ali um perigo e avançar com cuidados (...)
às vezes mais depressa outras vezes quase parado."
Depois chego à conclusão que em grandes desafios passo sempre por aquele momento do vou desistir, eu não consigo. Até que alguém diz: "Não consegues? Pronto, não faz mal." E aí as entranhas revolvem-se e eu vou até ao fim, já sem a gigante pressão principal da pessoa que mais poderia relativizar: Eu!
Ultimamente, vou por isso descobrindo que mesmo com medo se vai caminhando, e que conseguimos tudo, basta querer. "Porque, afinal, os medos não são uma fatalidade que nos trava a vida. Ao contrário, pode-se voar alto mortificada de medo (...)" - palavras da Marta sobre a Marta.
(Para os dias menos inspirados e assustadores - Creative Mornings Quotes as Inspirational Art )
E ainda, duas músicas para afastar o medo e rir dos dias em que não cabemos na pele.
Teatralidades #7
A Gravura
E o sonho com uma gravura que havia, muito do meu gosto?
Sonhei que aquilo tudo era real: vi-a animar-se, mexerem-se as figuras...
Nisto abria-se o portão. Por uma alameda abaixo vinham dois cavaleiros e uma amazona. Ela falava e ria-se e até voltava a cara para trás. Procurava com os olhos um belo cavaleiro, *desirmanado do grupo, que montava um cavalo bravio. Também havia mais cavaleiros e amazonas, que se não distinguiam lá muito bem.
Mas tudo aquilo era bonito, era elegante.
Saíram todos do portão, finalmente, e até uma das damas, com a ideia que teve de arrancar um tronquinho de hera, ia caindo do cavalo abaixo.
Deixei de ouvir o trupe dos cavalos e as vozes e vi-me sozinha. Só, só de todo! No meio do campo. Fazia um luar divino. E todo o meu desgosto era de não ser fidalga, de não pertencer também à cavalgada.
Pus-me a andar de um lado para o outro e a falar só. Porque não tinha eu ido com eles? Com eles é que eu devia ter ido! À noite vestiria um fato de baile...
Olhei para o chão, que me pareceu todo malhado. Eu não devia pisar nenhuma daquelas malhas. Eram de luar líquido. Devia saltar por cima delas, e era o que fazia. Dava cada salto! Cheguei a saltar de árvore para árvore. De cima de uma delas até descobri um salão onde as fidalgas andavam a dançar.
Lá lá lá...lá lá lá...lá lá lá...Que valsa tão doce e tão agradável! Conhecia-a tão bem!
Eles, de calção de seda e de meia alta, elas, de cauda...
Deixem-me dançar também, dizia eu, sem que ninguém me pudesse ouvir. Por fim agarrei-me a uma árvore e pus-me a andar à roda.
Mas que vergonha, que vergonha! Descobriram-me!
Nisto acordei.
Irene Lisboa
Querida Avó
Espero que estas palavras te encontrem bem. Desejo que tenhas encontrado um lugar onde a dor não entra nem o mundo cai lentamente a cada dia. Apesar de todo o cansaço dos últimos meses foi bom poder retribuir tudo quanto me deste.
Relembro uma viagem feita às Caldas da Rainha em que dizias que eras a Mª Rosa que tinha 18 anos, era tão bom quando entravas nas nossas brincadeiras. Nem sempre achavas graça às brincadeiras com a prima, nem sempre conseguias perceber o que fazíamos, mas gostavas tanto de nós e estavas tanto connosco que é uma delícia poder guardar-te a sorrir em tantas memórias construídas.
É inesquecível a forma como gostavas de fazer tudo a horas, de como a meio da tarde preparavas o jantar, de como dizias: "Vais só assim. Andas de corpinho bem feito... Depois diz que estás doente!"; "Olha as horas!"
Sei que adoravas ter conhecido o G. pela forma com que fizeste tantas coisas e de como sorriste e lhe acenaste para um ecrã com uma imagem gravada, sabias que era um vídeo, mas o fofo é irresistível, eu percebo.
É inesquecível a forma como gostavas de fazer tudo a horas, de como a meio da tarde preparavas o jantar, de como dizias: "Vais só assim. Andas de corpinho bem feito... Depois diz que estás doente!"; "Olha as horas!"
Sei que adoravas ter conhecido o G. pela forma com que fizeste tantas coisas e de como sorriste e lhe acenaste para um ecrã com uma imagem gravada, sabias que era um vídeo, mas o fofo é irresistível, eu percebo.
Temia que este dia iria chegar (para morrer basta estar vivo) e esteve tão próximo tantas vezes. Ainda assim, nada consegue preparar para o gelo da ausência prolongada. Vinte anos a viver debaixo do mesmo teto são uma tatuagem difícil de apagar. Eu que brincava tantas vezes com esta possibilidade, era a forma que encontrava para me preparar por dentro para a tua ausência.
O teu quarto já está diferente. A mãe ainda pensa que vais chegar e chatear-te por o termos mudado. Infelizmente, sabemos que não voltas e só sei que viver não era aquilo.
Flores ofereci-as em vida e no dia em que entregámos as cinzas: rosa, camélia, narcisos amarelos e violetas tornaram-se o nosso último beijo, o nosso último abraço, saudade colorida a florir no coração, regada com lágrimas afinadas de chuva...
Tinhas muitas saudades do avô, vinte anos vos separavam, dorme agora serena junto do teu amor maior.
O teu quarto já está diferente. A mãe ainda pensa que vais chegar e chatear-te por o termos mudado. Infelizmente, sabemos que não voltas e só sei que viver não era aquilo.
Flores ofereci-as em vida e no dia em que entregámos as cinzas: rosa, camélia, narcisos amarelos e violetas tornaram-se o nosso último beijo, o nosso último abraço, saudade colorida a florir no coração, regada com lágrimas afinadas de chuva...
Tinhas muitas saudades do avô, vinte anos vos separavam, dorme agora serena junto do teu amor maior.
Obrigada por tudo.
Amo-te muito,
Amo-te muito,
Tua Lúcia
Dez #9
1. Lugares bonitos.
2. Novas aprendizagens num atelier caseiro.
3. Documentário de final de tarde: Os Mistérios de Lisboa ou What the Tourist Should See.
4. Verdade. Hoje também é dia de eleições.
5. Um quarto de brincadeiras.
6. Gostava de ter visto esta exposição.
7. “To be really happy and really safe, one ought to have at least two or three hobbies, and they must all be real." - Winston Churchill
8. Um ano de ti.
9. Proibida a entrada a quem não andar espantado de existir. O livro na cabeceira.
10. A casa janela. Tão bonita. Não me importava de morar lá.
2. Novas aprendizagens num atelier caseiro.
3. Documentário de final de tarde: Os Mistérios de Lisboa ou What the Tourist Should See.
4. Verdade. Hoje também é dia de eleições.
5. Um quarto de brincadeiras.
6. Gostava de ter visto esta exposição.
7. “To be really happy and really safe, one ought to have at least two or three hobbies, and they must all be real." - Winston Churchill
8. Um ano de ti.
9. Proibida a entrada a quem não andar espantado de existir. O livro na cabeceira.
10. A casa janela. Tão bonita. Não me importava de morar lá.
