Rota Vicentina

Este verão decidi fazer a Rota VicentinaPorto-Covo ao Cabo de São Vicente. 170 km.
Um pouco do que vi:



Já alguém visitou a Costa Vicentina? Qual é o vosso spot preferido?

5 Blogues Que Me Mantêm Inspirada

Que eu gosto de livros de auto-ajuda é uma verdade que demorei muitos anos a admitir. Acho que é por isso que gosto tanto de ler blogues. As aprendizagens são tantas e tão variadas que apetece ler, ler mais e pôr em prática o que se aprende.

1. Preston Smiles (Preston Smiles) - "They told me love wasn't enough to stand on... I told them love is all there is." Uma pessoa movida pelo amor e empenhada em partilhar tudo o que aprendeu sobre como viver a melhor vida: AGORA! Acabou de lançar um novo livro: Love Louder. Uma forma energética de inspirar a olhar para dentro. Pequenos minutos que fazem a diferença na minha vida.

2. Alexi Panos (Alexi Panos) - A Alexi é a "partner in shine" do Preston. A mensagem que mais tiro dos vídeos dela é que quero sair da bolha de: eu devia, os outros vão pensar que, se eu... e olhar mais para dentro, para o quero da vida e começar a fazer o que sinto cá dentro. Uma constante chamada de atenção para ser verdadeira a mim própria.

3. Jedidiah Jenkins (Oregon to Patagonia) - encontrei o Jedidiah pelas mãos da Ana Luísa do Doce para o Meu Doce. Fiquei inspirada pela história dele de viajar de bicicleta de Oregon até à Patagónia, que decidi fazer a Rota Vicentina a pé. Sozinha, tentando ligar-me à pessoa mais importante da minha vida: eu! Foi desafiante... Continuo a ficar maravilhada com as suas palavras e com os seus pensamentos que desafiam a quebrar a rotina e criar uma rotina de viver novas experiências sempre que possível e em contacto com a natureza.

4. Rodrigo Dias (A pulsar) - Conheci o Rodrigo numa Oficina de Desenvolvimento que fiz quando fazia parte de uma associação. Foi um caminho de conhecimento pessoal e de conhecimento das pessoas com quem partilhava tanto tempo mas só conhecia superficialmente. O ano passado lançou um blogue recheado de histórias sobre episódios significativos da sua vida, acompanhados das aprendizagens que fez. 


5. Leo Babauta (Zen Habits) - O senhor que me inspirou nos inícios do meu processo de me tornar minimalista, de viajar sem muita coisa. De não sentir que perdi um braço ou uma perna porque deitei algo fora.


É linha transversal a todos que é importante aceitarmo-nos como somos. Uma frase batida que já li muitas vezes, mas que pelo menos para mim é muito difícil pôr em prática. Somos responsáveis pela energia que carregamos. E eu gosto de espreitar lugares que me enchem as baterias, que não consomem aquelas que trago e me fazem pensar no que posso transformar na minha vida para me tornar um ser humano cada vez mais conectado comigo. 
Recomendam outros?

Red Nose

Não tenho memórias de circos, palhaços na arena. O mais perto da infância que tenho é um Batatoon & Companhia na televisão. Os narizes de palhaço entram tarde na minha vida. A paixão pel'O Nariz Vermelho chega pelos olhos do Pedro com o Red Nose. Pergunto-me se continuará a andar com o nariz de palhaço na mala. E longe de casa, quando estava a fazer Erasmus na Bélgica, chega-me o 1º nariz de palhaço oferecido pelo Pedro e as minhas fotografias de turista/residente não puderam ficar indiferentes:
Fotografias: Cláudia Costa - 2008

E o nariz passa a fazer sentido para mim. É inesperado e faz rir.
Durante o estágio de Pré-Escolar até me vesti de palhaço. E fiz o básico, disparates atrás de disparates, um pouco de malabarismo e os risos apareciam e dobravam-se... e os olhares felizes instalavam-se... e brincava-se... e eu já não era eu... ou era ainda mais eu?
E os narizes a permanecerem na minha vida... A Adriana lembra-se de narizes vermelhos e lembra-se de mim. Ofereceu-me o livro da Operação Nariz Vermelho: Tudo na Ponta do Nariz e 2 narizes de palhaço. E foi então que fui buscar os que já tinha para tirar uma fotografia a agradecer. Percebi que os narizes formam já uma pequena coleção. E que apesar de serem poucos guardam muitas histórias e sorrisos.

E o último encontro com estes pontos vermelhos aconteceu no ano passado, pelas mãos do Rodrigo e do Ricardo. Apresentaram exercícios de clown: exigentes, difíceis e desconfortáveis, mas foi um espaço tão bom para poder expressar aquilo que há cá dentro. E o confronto com o fracasso do palhaço! Como procurar o sucesso? Desistir? Recriar? Explorar o desconforto?
Senti-me protegida pelo pequeno ponto vermelho mas não construi a coragem que queria. A minha palhaça é envergonhada e cheia de medos... E às vezes esquece-se de respirar!

Fica a sugestão para quem quiser palhaçar com sentido: http://www.oficinaclown.pt/ - "uma viagem de auto-descoberta e desenvolvimento pessoal".
Será que arrisco viajar outra vez?


Queridos palhaços da minha vida! Muitos sorrisos para vocês! :o)

Sábado Criativo

Ir à Casa Nic e Inês já começa a ser um vício. Tenho vontade de ir todos os fins de semana. Gosto de aprender com quem quer partilhar e que é tão generoso que até abre as portas de casa.
Este sábado, fui experimentar o workshop de gravura. Uma técnica que já tinha conhecido há alguns anos, mas nunca tinha experimentado. Os resultados estão aqui:


E depois do processo criativo? Havia Parlapiê!
Uma conversa informal com a Dora Batalim. Como não ficar?
Foram perto de 3 horas e no final ninguém queria ir embora, apetecia ouvi-la até o sol nascer. Uma pessoa bonita que consegue mostrar o quão bonito e desafiante pode ser o livro infantil.
Fotografia Parlapiê: Casa Nic e Inês

Saí com vontade de ir explorar a minha coleção de livros infantis e observar cada detalhe. Ficam duas frases da Dora Batalim que me marcaram neste encontro tão doce:
"O livro ilustrado é a primeira galeria de arte que uma criança conhece."
"Tudo dá para contar tudo. É preciso é que eu o invista de sentido."

Inês, Nic e Dora Batalim - Muito Grata!

Informações sobre os workshops e sobre o próximo Parlapiê com o Pato Lógico:
Facebook - Blogue

I'm back!

Regresso à vida online. Enquanto me instalo de novo ficam as novidades:
  • Moro sozinha há quase um ano, mas ainda sinto que não consegui criar rotinas para a aproveitar realmente.
  • No verão, fiz a Rota Vicentina: Porto Covo até ao Cabo de S. Vicente. Uma caminhada de cerca de 160km. 7 dias. Eu e a minha mochila. E sentir que tenho a vida inteira à minha frente.
  • Trabalho a contrato (pelo menos até ao final de julho). Conquistei os fins-de-semana livres!
  • Corri os primeiros quilómetros e preparo-me para a mini maratona.
  • Reconheci que não tenho que provar nada a ninguém e que tenho é que ser verdadeira comigo. Disse não a algo que já para além de consumir energia e tempo, já começava a ser tóxico.
  • Preparo a minha festa de 30 anos! Yay! 
  • Estou cheia de ideias a fervilhar mas perco sempre mais tempo a ler como ser mais produtiva do que produzir algo efetivamente.

Ousa Amar!

     "Amar alguém faz-nos sentir automaticamente vulneráveis e muitos têm medo desta vulnerabilidade. Os que se protegem mais do amor também sonham amar e ser amados mas têm tanto pavor de sofrer, de ser rejeitados, de amar demais ou de não serem retribuídos que, muitas vezes, preferem ficar sozinhos ou ter ligações superficiais.
      Acontece que a vida é um risco e merece ser vivida sem protecções excessivas. Ficar só ou viver uma vida partilhada depende tanto das circunstâncias como da atitude de cada um. Não tem que ser uma fatalidade, portanto. Aceitar viver o amor implica, também, aceitar viver as variações desse amor, aceitar que tudo se constrói com tempo, paciência e cuidado, aceitar querer sempre o melhor para o outro e, no limite, aceitar perder esse amor em que se investiu tanto. Ora, para muitos, a possibilidade da perda é inaceitável. Insuportável, mesmo. Daí viverem blindados numa espécie de bunker emocional impenetrável, onde tudo aquilo que parece ameaçador não entra. O problema é que, para estas pessoas, fica tudo à porta: o pior e o melhor. Ou seja, ao não serem demasiado capazes de arriscar viver o amor, correm o risco de passar ao lado do essencial da vida. Vem tudo isto a propósito da última edição da revista Psychologies, cujo tema de capa era justamente a coragem de amar. A Psychologies encerrou 2004 com este tema e eu decidi retomá-lo para iniciar o ano de 2005, porque vale pena reflectir sobre os nossos medos mais íntimos e profundos (e, até, sobre os mais remotos e inconscientes) e perceber o que está em questão quando falamos de solidão afectiva. Todos temos desejos contraditórios e todos queremos muitas coisas ao mesmo tempo. Amar e ser amado é seguramente uma aspiração universal, mas o reverso desta moeda é que, todos gostaríamos de permanecer livres, estando ligados.
      "Todos sonhamos viver uma história de amor 'top' continuando, ao mesmo tempo, a crescer pessoalmente com inteira liberdade. Pretender gerir a vida amorosa como quem gere um plano de carreira profissional condena-nos fatalmente a desconfiar das relações, a temer o abandono, a negar a capacidade de entrega e a rejeitar quase todos os movimentos do coração que são o sal do amor" escreveu Pascale Senk na Psychologies de Dezembro.
Talvez a raiz de tantos desencontros, tanto desamor e tanta solidão seja precisamente este sonho de viver um grande romance e ser capaz, ao mesmo tempo, de construir uma vida profissional, pessoal, social e financeira "top". Como a vida quase nunca é como gostaríamos que fosse e a realidade raramente coincide com a ficção, acabamos por nos proteger demasiado. Por tudo isto cabe-nos que, em matéria de afectos, tudo seria infinitamente mais fácil se deixássemos de viver numa atitude defensiva. Por outras palavras, todos teríamos a ganhar se apostássemos em conhecermo-nos melhor e se conseguíssemos acreditar mais em nós e nos outros. E é justamente porque a confiança e a coragem fazem toda a diferença na vida que vale a pena falar em ousar amar. "

In XIS , Ousar Amar (texto Laurinda Alves) 

Já tinha publicado este texto no antigo fotografia incolor, e por estes dias voltei a lê-lo.
Volto a publicar para não esquecer que o amor é também uma decisão. É preciso estar disponível, aceitar que nem tudo vai correr bem. Porque é nos protegemos em demasia? Do que temos medo? De ser felizes?